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Quinta-feira, Novembro 27







Pra que servem os livros?

Desde que me entendo por gente me descobri fã de livros. Meus primeiros livros foram uma coleção composta por 12 livrinhos infantis contendo estórias bem diferente das que conheço hoje, e eu os amava.

A leitura sempre foi algo que fez parte da minha vida, sempre gostei de ler, e mais que a paixão pela leitura, sou amante confessa de livros: capa, folhas, figuras, letra, orelha, cheiro e todo o mais que faça parte dele.

Particularmente não gosto de ler "livros" pelo computador, pra mim a graça consiste exatamente no folhear de suas páginas.

Definitivamente amo livros, amo ler.

Mas, e pra quê servem os livros?

O livro serve para gostar dele até o fim, ou não. Em todo o meu existir me recordo de apenas dois livros que não cheguei a ler até o fim. Ao contrário do que faço á homens e mulheres, dou ao livro a oportunidade para que me faça feliz. Sim, livros não foram feitos apenas para serem "lidos", mas também para serem lidos pelos olhos do coração, da emoção, pelos olhos do magnífico e insondável mundo da psique humana, e desta forma, ao degustar um livro, ele poderá sim nos fazer felizes.

Servem também para ler em voz alta passagens que nos arrebata, fazendo nos apaixonar-se por um conjunto de letras e palavras que nos remete a algo e porque não, a alguém.

Servem para levar "aquelas" palavras dentro da bolsa e abrir a qualquer momento.

Para invejar-me quando em outras mãos quando na verdade eu só queria que estivesse nas minhas.

Para enfiarmos o nariz lá dentro e descobrir de onde vem. Ah, o cheiro de um livro, o que o cheiro é capaz de nos contar. Às vezes fala-me de areia e protetor solar, outras vezes de perfume, do meu, do teu, o dele. De dias frios e chuvas, ou de lágrimas.

Para guardar, alinhados em prateleiras. Desarrumados em pilhas na sala, pousado ao lado da cama.

Para olhar, saborear e relembrar. Cada página, tão cheia de memórias...

Um livro serve para tudo isso e muito mais, inclusive para nos fazer chorar.

CHORAR??

Pois é, eu já chorei assistindo filmes, ao ouvir de alguém um sonoro "eu te amo", relembrando de doces momentos, assistindo coisas boas e ruins no noticiário, mas nunca HAVIA chorado ao ler um livro.

Há meses atrás me deparei com um folhetim publicitário de um livro, daqueles que trazem trechos do mesmo. Li o trecho e pensei: "É, vou ter que comprar esse livro", assim o fiz.

Confesso que demorei um pouco pra lê-lo. Tinha um belo e instigante início, mas achei o meio "meio sem graça". Quando me encontrei nas páginas finais, a leitura começou a pegar fogo, a essa altura já não queria mais parar de ler. A leitura foi me envolvendo cada vez mais, questões humanas emocionantes, quando de repente me vi chorando juntos aos personagens. EMOCIONANTE!

(risos) Era choro de verdade, daqueles que arrancam soluços. Encantei-me pela narrativa, pelo desfecho. Vi beleza em cada fala, em cada gesto. Talvez tenha visto além daquilo que pude constatar, psicologicamente falando.

Eu costumo dizer para Sueli que o livro é um amigo.

É um amigo que nos provoca boas gargalhadas, nos diz palavras doces, mas não nos poupa das amargas quando necessário.

Livros nos trazem boas experiências, nos permite vivenciar novas sensações, nos leva a viajar pela imaginação, nos ensina coisas que não deu tempo a escola ensinar.

Servem para nos divertir

Servem para nos ensinar

Servem para nos fazer companhia

Servem para ajudar na formação de grandes profissionais, formação de grandes pessoas

Servem para resgatar sentimentos

E dentre muitas outras coisas,

Servem para me fazer chorar!


 

E falando em livros, no site da livraria Saraiva é possível encontrar grandes livros por preços muito bons, mas a promoção é válida apenas nas compara feitas pelo site, na loja o mesmo livro pode ser comprado com uma diferença de até R$ 20,00 a mais do que o preço promocional, aproveitem.


 

Opinião das leitoras do Blog

  • Servem para ampliarmos nosso conhecimento a respeito do mundo, a respeito de tudo! E também serve para viajarmos pelos lugares e pelas fantasias! E, claro, para melhorarmos nossa leitura e escrita. (Maíra)
  • Acredito que o livro tenha mil e uma utilidades e depende da visão de quem o têm, os didáticos são sempre para ampliar nosso conhecimento acerca de determinados assuntos, quando as leituras pessoais que gostamos são inúmeras respostas, pra nos fazer sonhar, ampliar os horizontes, sentir na pele emoções que não são nossas e passam a ser, ter vontade de transformar o mundo, fazer companhia em momentos de solidão, fazer companhia em momentos de bagunça, nos tirar de orbita quando queremos, nos levar a lugares desconhecidos, ou inexistentes, sonhar, chorar, sorrir, amar, odiar, externar emoções, presentear, os livros servem para que possamos os amar. ()
  • Os livros me fazem viajar por lugares que talvez nunca irei, para lugares que já estive em outras vidas, me ajuda a sair um pouco deste mundo real, nem sempre legal, me apaixonar e chorar junto com aquelas histórias.... (Thais Palomares)







Segunda-feira, Novembro 24

Esclarecimentos sobre o post anterior:
foi um desabafo. Sim, escrevi para alguém, mas esse alguém talvez *nem saiba que tenho um blog*. Escrevi para um alguém que me decepcionou ao me acusar de algo que não fiz, que me disse palavras horrendas mesmo após ouvir que eu não tinha nada a ver com a história, massssss passou, há mágoas de ambos os lados, e BOLA PRA FRENTE.


 

OBS: * Mesmo que não saiba e que não acompanhe o blog, escrevi porque precisava externalizar meus sentimentos. E finish.


 

Post interativo

O próximo post embora já tenha sito escrito ira sofrer algumas alterações com a sua ajuda meu caro leitor. Como assim ???? Eu vos explico.

Vou deixar uma questão aqui em aberto e espero receber nos comentários a resposta para a mesma.

A questão é:

  • Pra que servem os livros ?

Conto com sua preciosa colaboração.

Mil beijos

E uma doce semana.





Terça-feira, Novembro 18

Antes de qualquer coisa, queria felicitar minha linda amiga Dani Haiek por mais uma primavera: amiga linda, guerreira, parabéns por este dia, por esta data, que Deus te ilumine tremendamente, abundantemente. Felicidades, cores para dar alegrias aos seus dias, e perfumes para exalar o aroma da vida!!!!!!


 

O post de hoje será longo e talvez confuso, se não tiver a fim é só clicar ali no X e sair, se não for o seu caso, entre, sente e fica a vontade.


 

"Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando me sinto atacada. Não como cebola. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado.

Acho sim, que, às vezes, dou trabalho.
Mas é como ter um Rolls Royce:
se você não quiser ter que pagar
o preço da manutenção, mude para um Passat. "



 

Palavras depois de proferidas geram um preço alto a pagar. O custo é a perda da confiança, do cuidado e do respeito.

Em épocas de tormentas como a que vivemos, procura-se caminhar em direção a soluções -mesmo que as soluções consistam em achar um culpado pelo que esta acontecendo – devemos encontrar coragem para fazer o que mais queremos evitar: a coragem de ser vulnerável.

Se a intenção for amenizar os impactos, alguém tem que ceder...

Não importa que esse alguém seja eu, tudo que mais quero nessa vida é PAZ, pra mim e para TODAS as pessoas que amo, mesmo que essa pessoa tenha má impressões a meu respeito, me ofenda e me difame.

Tenho uma personalidade brutalmente difícil, embora me definam como uma pessoa doce. (risos). Quando me sinto atacada tenho minhas reações (raivosas), e posso te garantir que elas não são boas, geralmente sou bocuda, não costumo levar desaforo pra casa e nem engolir sapos por ninguém, já o fiz, muitas vezes, mas foi em razão do passado que hoje a Uiara é muito diferente. Mas não me gabo por ser desta forma hoje, isso é ruim, às vezes falamos coisas porque sabemos que vai ofender e não porque é de fato aquilo que se deseja ao outro...

Ser acusada de algo que não fiz, ganhar nomes dos quais tenho certeza que não merecia, definitivamente me faz perder a cabeça e entrar nesse surto raivoso e perigoso de ser. É algo que sei que preciso trabalhar, não será fácil, mas darei o pontapé inicial.

Nem sempre aquele que fala mais alto esta coberto de razão...

Julgamentos nem sempre estão corretos... Deduções também não.

E às vezes quando percebemos tudo isso... BUMMMMMMMMMMMM !


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

TARDE DEMAIS!


 

Sem brigas, prezo demais aqueles que tenho em minha vida, mesmo que não da forma como eu gostaria.


 

Algumas frases que de alguma forma sinalizam algo pra mim:


 

  1. "também morre quem atira" (o rappa)


     

  2. "O amor não é apenas um sentimento, é uma atitude que demonstra o quanto nos importamos com o outro"


     

  3. "As expectativas criam espaço para o ressentimento"


     

  4. "culpar o outro não vai lhe dar o que você quer"


     

  5. "Dê o que você quer receber"


     

  6. "A confiança pode ser recuperada mesmo após uma traição dolorosa, mas isso será trabalhoso" (traição não só homem x mulher)


     

  7. "Você pode pagar agora ou mais tarde, quanto mais demorar, mais penalidades e juros são acumulados"


     

  8. "O perdão não é um acontecimento isolado, é um processo"


     

  9. "Até mesmo a menor fagulha pode reascender a chama do amor"


     

  10. "Há violência no silêncio quando ele é usado como arma"


     

  11. "O maior risco é não arriscar"


     

  12. "conflitos externos costumam expressar conflitos internos" ( a psicologia que o diga,risos)


     

  13. "todos temos um diagnóstico terminal"


     

O acaso acontece sem avisar, sendo assim, percebo a necessidade de viver, de sentir, cada dia com muita intensidade, como seu hoje fosse o meu ultimo dia de vida, fazendo o melhor, fazendo o BEM. (não se paga o mal com mais maldade né? acho que alguém um dia me ensinou sobre isso).

A vida é curta demais pra acordar de manhã com problemas, mágoas e preocupações desnecessárias. Ainda bem que no dia seguinte a gente acorda e o sol nasce.

Hoje faço uma escolha:

  1. Escolho ser gentil COM AS PESSOAS QUE ME TRATAM BEM
  2. Perdôo as que não o fazem
  3. E acredito que tudo acontece por um motivo. (motivo esse que entenderemos no momento oportuno)

Portanto se aparecer-me alguma oportunidade, seja qual for eu irei agarrar.

E se essa oportunidade mudar a minha vida, eu irei aceitar.

Ninguém nunca me disse que viver é fácil, mas vivo, e VIVO, com a plena certeza que a vida vale à pena!


 



 





Sábado, Novembro 15

To mole até pra postar, rs, mas vamos lá.

Sexta feira deixei Sueli faltar na escola e fomos correndo pra casa de uma amiga pra matar a saudade. Fomos passar à tarde com Cris, Yas e Dani.

Fiquei "bege" quando vi o tamanho do Dani, meu Deus como ele esta diferente: grandão, com carinha de homem, um fofo de plantão. Yas não fica atrás não, enormeeeeee, com um cortezinho de cabelo que a deixou mais "princess" ainda. Um doce de menina.

A tarde foi pouca pra quem não se via a mais de dois meses. Mas aproveitamos ao máximo, nos divertimos, relembramos bons momentos, demos risadas, colocamos a fofoca em dia. Muito bom. Saímos de lá já passava das 20 horas, e ainda no meio do caminho tive que fazer um pit stop no Mc donalds com Sulika. Foi um dia produtivo.


 

Hoje acordamos pilhadas, Sueli super agitada, decidimos fazer um churras.

O dia estava lindo, fomos ao mercado, voltamos pra casa e da-lhe churrasco, obaaaaaaa !

E pra acompanhar o churras, nada melhor que boas companhias e um maravilhoso vinho (risos).

Foi um dia muito gostoso, o vinho me derrubou literalmente, dormi muuuuuito, apaguei...

E por estas e outras que eu digo, definitivamente, não dá pra reclamar da vida... São nas pequenas coisas, pequenos detalhes que se encontram a diferença para um dia melhor.

Uma ótima e abençoada semana!





Quinta-feira, Novembro 13

Perólas by Sueli


 

  • Mãe saindo do banho escolhe a dedo a roupa pra passar o findi, uma blusinha bem colorida e uma mini saia jeans

Sueli: "Nossa mãeeee, ta parecendo uma pirigueti" (segundo a letra da música, pirigueti é uma moçinha digamos assanhadinha, eu amooooo funk, mas não ouço com ela, mas é impossível evitar)


 

  • Mãe você vai casar com quem?

    Não sei filha.

    Onde a gente vai morar?

    Ah filha, não sei, ainda vamos ver.

    Quem vai morar com a gente ?

    Sueliiiiiiiiiiiii (perdendo a paciência) não seiiiiiii !

    Eeeeeeee mãe, também não sabe de nada.


     

  • Sú, pega água pra mãe.

    Passa 1 minuto e pergunto pela água.

    Ela: Ué, to esperando a senhora falar a palavrinha mágica. (por favor)


     


     

  • O avô chega em casa e pergunta: - Sú tem trufa ?

    Tem né mãe?

    Eu: Tem.

    Vô: Me dá uma.

    Sú: Você vai pagar? (ela é incrível nos negócios da família, RS, e pra piorar ela cobra duas vezes, ao fazer a compra e depois de comer, um dia ela disse ao meu pai, vai vô, paga logo. E meu pai, Su eu já paguei. E ela, é só que agora você comeu... tem que pagar)


     


     

  • Sueli olha a bagunça que ta o quarto, você não viu que tava tudo arrumado?

    Ahhhh me ajuda a guardar minhas coisas então.

    Não vou ajudar não, não foi você quem bagunçou?

    Ahhh é né, assim que a senhora diz que é minha amiga ? Deixa. (essa frase virou jargão da Sueli assim como o "tipo assim" dos adolescentes)


     


     

  • Manheeeee.

    Sim bemmmmm.

    Pode fazer meu mama ?

    Ahhhh não come uma fruta.

    Ahhhh mãe, você sabia que eu te amo? Vem qui, deixa eu te dar um beijinho. (com a cara mais lavada do mundo)


     

    É, tem coisas nessa vida que não tem preço, assim como desfrutar de coisas simples no dia a dia bem juntinho da cria.

    Bom restinho de semana


     


     


     


     





Domingo, Novembro 9

Saudade: s.f sentimento nostálgico e suave ligado à memória de alguém ou algo ausente.

Sempre fui muito apegada a minha vó. Desde pequena, bem pequena mesmo, íamos juntas para a igreja. Ia às novenas, nas casas das pessoas e por influência dela entrei na catequese.

Quem acompanha o blog, talvez se lembre que no ano passado, em dezembro vim rogar por orações quando pro nosso desespero ela veio a passar mal e ficou uma semana internada.

Graças a Deus, ela saiu do hospital, e ficou muito bem.

Vovó tinha 82 anos. Mulher guerreira criou dez filhos sozinha (vovô faleceu qdo a filha mais nova tinha 3 meses). Ela era meu ponto de referência, mulher, guerreira, de ótimo coração, nunca vi igual. A rainha do lar.

Teve que amputar uma das pernas, seis, sete anos atrás, por conta da diabetes.

Tinha problemas de coração. A idade era mais um agravante. Nada a seu favor.

Em junho nos mudamos, e ela apresentava um quadro com dificuldades respiratórias, grande confusão mental, tinha delírios e já não se alimentava mais sozinha.

Cheguei um dia do trabalho, se não me falha a memória, era uma quinta feira, e não a encontrei. Ela havia sido internada.

Lembra do inicio do post, onde falo sobre nossa ligação? Pois bem, no sábado seguinte acordei com muitas dores no corpo (havia dormido no quarto dela), eu não conseguia me levantar, era algo estranho, parecia ter levado uma surra e pra piorar a garganta doía demais, quase não conseguia falar. Não consegui ir trabalhar, nem no sábado e nem no domingo. Segunda já melhor voltei a minha rotina habitual.

Madrugada, segunda para terça, 2:30 acordei ouvindo vozes, vozes que infelizmente não traziam boas notícias. Ela havia partido, deixando um vazio muito grande em nossos corações. Minha prima que trabalha no local onde ela esteve internada, estava com ela no momento de sua partida, e disse que não houve sofrimento, foi como dormir.

Foi uma grande perda.

Todos aqui em casa tínhamos o conhecimento do sofrimento dela, e sabíamos que Deus estava fazendo o melhor por ela, ela gemia dia e noite devido às dores que sentia. Particularmente, criei um mecanismo de defesa. Senti a dor, chorei o tempo todo, mas quando cheguei em casa e olhei pra sua cama, eu pensei " ela viajou, e vai voltar, eu sei", no fundo no fundo, eu sabia que não, ela não voltaria, mas não era nisso que eu queria acreditar. Não deixei a ficha cair.

Nem sempre a saudade é um sentimento nostálgico suave, às vezes ela é desesperadora, fica um vazio que não há como preencher. Vovó partiu dia 29/07, dois dias antes de Su completar quatro anos.

Eu não sei explicar o que sinto, e difícil passar um dia sem que não tenha me lembrado dela, do seu jeito doce e delicado de ser.

No dia do meu aniversário, eu chorei muito. Recebi felicitações de pessoas queridas, pessoas q amo e que são importantes pra mim, mas, sabe quando falta algo? Pois é, faltou as palavras dela, o abraço dela.

Ela se foi, deixou saudade, e como diz Sueli "a bibi virou florzinha no jardim do papai do céu", foi colorir e perfumar o andar de cima.

Ela era muito católica, beata, rezava o terço todos os dias. E às vezes enquanto rezava, ela cochilava e deixava o terço cair, RS, ela começa tudo de novo. Seus primeiros filhos foram homens, então decidiu fazer uma promessa, se tivesse uma menina ela faria um presépio todos os anos, em todos os natais. O presépio era alvo de visitações, não era um simples presépio, era uma obra de arte, e ela fazia, ano após ano... deixou de fazer, nem mesmo nos últimos anos. Estes foram mais delicados, nos ajudamos na construção, mas sempre tinha o dedinho dela.

O Natal pra mim é algo muito mágico, é a festa comemorativa do meu coração, a preferida. Ando na rua e vejo que esta data esta a se aproximar, e isso mexe comigo, principalmente quando vejo os presépios, me traz logo a mente lembranças vovó. Pela primeira vez, passaremos o natal sem ela, to tentando elaborar essa realidade.

Sei que foi o melhor para ela, mas como seres egoístas que somos, é muito difícil aceitar.

A maior frustração do ser humano é a morte. Ela nos faz perceber que não possuímos controle sobre nossas próprias vidas, e o mais engraçado, não percebemos que a cada dia que passa, morremos um pouco. Seria a morte, o fim ou o começo de tudo? Nela nos perdemos ou nos encontramos?

"Quando considero a brevidade da existência dentro do pequeno parêntese do tempo e reflito sobre tudo o que está além de mim e depois de mim, enxergo minha pequenez. Quando considero que um dia tombarei no silêncio de um túmulo, tragado pela vastidão da existência, compreendo minhas extensas limitações e, ao deparar com elas, deixo de ser eu e liberto-me para ser apenas um ser humano. Saiu da condição de centro do universo para ser apenas um andante nas trajetórias que desconheço"

SAUDADES...





Quarta-feira, Novembro 5
Ser feliz, não tem preço!


 

Estava eu fazendo um balanço de como fora o ano de 2008, e cheguei à conclusão de que, no geral, foi o ano da virada.

O início do ano foi difícil, enfrentei decepções, mudanças, sofrimento em razão de todas elas. Achei que entraria em depressão, e encontrei o conforto em Deus, quando após um culto, que mudou completamente o meu existir, pude aprender a por minha vida nas mãos do Senhor. Por mais difícil que seja, por mais que doa e eu sofra por isso, aprendi que Deus está no comando e não age no meu tempo e nem a favor das minhas vontades, nem sempre o que desejo é bom para mim. Aprendi que Deus tem um propósito nas nossas vidas e no momento oportuno as bênçãos chegam.

Foi um ano de ganhos e perdas. Mas se comparado com os últimos cinco anos, posso afirmar que nunca fui tão feliz.

Foi o ano que reaprendi a viver, a olhar pra mim mesma, correr atrás da minha vida, da minha felicidade.

Ir em busca do que se acredita nem sempre é fácil, é uma situação que nos deixa inseguros; insegurança de tomar a decisão errada, de trocar o que "se acha" que é certo pelo duvidoso.

Estou escrevendo sobre isso porque há dias me pergunto do que eu seria capaz de abrir mão, em prol da minha felicidade. Muitas vezes vivemos uma vida falsa, diferente do que gostaríamos de fazer por medo das mudanças, por estar acomodados com a situação, por se conformar com aquela vida, etc e tals, e comigo foi exatamente assim.

Sempre tive medo de mudanças, era extremamente aversiva. Mas o engraçado que, na hora de mudar não questionei muito. Pulei de cabeça no que eu acreditava que poderia ser bom para mim. E foi ótimo!

Foi o ano das decisões; mudança de casa, separação, namorado novo, emprego novo...

Quem em sã consciência deixaria um relacionamento de dez anos para se aventurar em algo incerto? Mesmo que o relacionamento de dez anos fosse uma caca, a gente sempre pensa, repensa, pensa nos filhos, nos momentos bons que tiveram, nos que AINDA poderão TER; o comodismo toma conta, pensa no que os outros vão falar, nos apegamos a uma ilusão de que temos a vida que merecemos, de que é melhor a garantia de estar com aquele que diz te amar... Seria mais fácil, e é normalmente compreensivo. Mas eu decidi jogar tudo pro alto, troquei dez anos por cinco meses.

Cinco meses que me fez redescobrir a vida. Cinco meses que redescobri o lado maravilhoso de estar viva e curtir cada momento com muita intensidade. O namoro durou pouco, mas foi muito intenso enquanto durou, foi um passo importantíssimo que dei em minha vida, e sem sombra de dúvidas, se pudesse voltar no tempo e escolher entre os dez anos e os cinco meses, com certeza, jogaria tudo pro alto novamente. Valeu a pena cada segundo.

Muitas vezes reclamamos da vida, mas não percebemos que nos mesmos somos responsáveis pela nossa felicidade. Por medo, muitas vezes jogamos fora a oportunidade de ser feliz. Aprendi a tirar o bumbum do sofá, rs. Nada nessa vida é fácil, o importante é ter consciência das conseqüências, e eu estava a par delas, e optei pagar pra ver. Foi a melhor coisa que fiz, embora hoje o namoro tenha terminado. Às vezes nos falta coragem para degustar das melhores coisas da vida.

Nem sempre é fácil tomar decisões, isso gera conflitos...

Considero ter saído vitoriosa, eu estava acostumada a um relacionamento doentio, onde já não havia mais amor de minha parte, mas eu estava iludida com a possibilidade de reverter à situação para dar a minha filha a família que tanto sonhei, por mais que tentasse, eu não conseguia por um ponto final, foi complicado. Isso definitivamente não era ser feliz, e definitivamente não era a vida que queria pra mim.

Vou correr atrás da minha felicidade SEMPRE que preciso for, não tem preço!!!!